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18 de Novembro de 2018

A verdadeira crise à luz da era da informação

Etanol e o Trabalho em debate.

Diego Araujo Granjeiro, Advogado
há 3 anos

Todos os dias somos fuzilados pelos mais diversos tipos de informação, sendo muitas delas injuriosas, caluniosas e manipuladas. Através da internet, um recurso inicialmente proposto para a difusão do conhecimento, tornou-se um mero instrumento da comunicação em massa, e como diria o velho ditado: “Uma mentira dita muitas vezes torna-se verdade”. A escassez de tempo faz com que o trabalhador tenha cada vez mais preocupações em seu dia a dia, muitas vezes fúteis, porém tudo a cargo das inovações. Atividades simples passam a ser cada dia mais complexas fazendo com que se perca um dos bens mais escassos da vida humana, conhecido como tempo. Talvez, este mesmo precioso tempo que você pode imaginar perder aqui, mas realmente não será.

A Verdadeira Crise Luz da Era da Informao

É fato que a mente humana não consegue guardar muitas situações, nem muitos nomes. Mas há de se pensar...

Vivemos em uma crise na região na qual muitas usinas fecharam demitindo milhares de pessoas. Observou-se que grande parte das demissões se baseou nos novos maquinários que são capazes de fazer o trabalho de aproximadamente 40 pessoas a respeito do corte da cana de açúcar.

Lutar contra a tecnologia não é a solução, pois procedimento igual já foi visto pela humanidade quando da Revolução Industrial na Inglaterra em que os trabalhadores tocavam fogo e destruíam as maquinas. O que ocorre com a tecnologia é que ela fora criada pelo próprio homem para libertar cada vez mais o homem do trabalho.

Pense só no caso em questão, o quão árduo é para o homem o corte da cana. O esforço desempenhado, além das frequentes queimadas. Um trabalho feito ao sol, em uma elevada temperatura, na qual exige precisão com a ferramenta, o que também o torna perigoso a ocorrer um acidente de trabalho. Então, diante da dificuldade, o homem inventa uma máquina que é capaz de fazer o trabalho de 40 homens com apenas uma pessoa, que fica em uma cabine com ar condicionado, apenas manipulando botões e conduzindo a máquina em uma rota pré-definida. Seriam 40 homens podendo passar mais tempo com suas famílias, se dedicando ao pensamento, praticando esportes, cuidando de outros afazeres e outras diversas atividades mais prazerosas.

Porém, na prática o seu efeito tem sido adverso. O homem realmente tem se libertado do trabalho, pois o patrão o demite. E nesses tempos de crise, o que observamos beira o absurdo. Diante da libertação do trabalho e da crise, deveríamos ver um déficit nos preços de forma a disponibilizar a todos os bens de consumo. Mas o que ocorre é justamente o contrário, os preços sobem, pessoas são demitidas e as que permanecem no trabalho, começam a produzir ainda mais rápido de forma frenética, aumentando o nível de estresse e outros malefícios. Fazem isso, por assim compreender que é o único modo de permanecer no trabalho, pois lhe é imposto através da hierarquia tal ideia.

O que os trabalhadores não analisam é que o lucro pode até diminuir, mas continua existindo. E diante das adversidades, os patrões tomam as medidas mais fáceis, ou seja, demitem os trabalhadores abandonando-os a própria sorte, afinal, a produção com os avanços tecnológicos se mantem a mesma.

Ao sair da empresa, o trabalhador costuma culpar a todos. Culpa o chefe do setor por tê-lo demitido, culpa o gerente, por nunca dar-lhe bom dia, culpa o colega de trabalho, acreditando que este foi o grande responsável pela sua demissão, culpa o governo, acreditando que a política socialista e o ideal “paternalista” do Estado é que faz a crise se desenvolver, quando na verdade é justamente o contrário, sendo esses programas sociais, apenas uma forma, não de distribuir riqueza, como todos pensam, mas de corrigir desigualdades mínimas de forma a possibilitar com que as pessoas sobrevivam. Enfim, culpa a todos, menos o principal que é o dono da usina, o verdadeiro patrão. Este é visto como um pobre coitado que influenciado por pessoas “ruins” e um governo “malvado” o faz demitir seus pobres funcionários.

Então diante da crise, medidas de austeridade são tomadas pelo governo, mas ocorre que a “grande massa”, ou seja, o povo, mal faz ideia do que seja a palavra austeridade, tampouco conseguem perceber a uma visão perspectiva os movimentos do mercado.

Votações importantes passam despercebidas todos os dias em nossas duas casas legislativas. Porém, mesmo que fosse veiculadas, o povo não saberia interpretá-las. Isso devido à educação, nas quais os programas de educação não estimulam o aluno a pensar, mas sim a ser um mero reprodutor de conhecimento da massa. Contudo, não poderia ser diferente, tendo em vista que o ensino superior não estimula o debate e novos pensamentos, mas apenas a “reprodução engessada” dos currículos acadêmicos de modo ao suporte mínimo da educação.

Voltando ao assunto principal da crise, observa-se que o lucro torna-se cada vez mais necessário no estado capitalista. Este texto poderia ser um fomento ao Socialismo, mas trata-se apenas de uma breve reflexão crítica de algo tão corriqueiro do nosso dia a dia. Caso em sua região não haja usinas, transforme o exemplo no das montadoras. Observe que as medidas que serão suscitadas pelas nossas casas legislativas abordarão temas relativos a flexibilização das leis trabalhistas de forma a transformar os direitos adquiridos com tantas lutas em meras “letras de lei mortas”.

Observe, por exemplo, as propostas absurdas de projetos de leis que diminuem o salário, veiculados sobre a propaganda subliminar da manutenção do emprego. Agora pense na seguinte alternativa:

Se o excesso de produção é o que vem fazendo as empresas demitirem, a crise não poderia ser evitada se os funcionários trabalhassem menos horas e recebessem o mesmo salário?

Nesta proposta apenas o dono do capital (patrão) diminuiria um pouco do seu lucro, mas continuaria tendo mercado suficiente para o consumo. Porém, os maquinários, ou seja, os elementos para a produção estão nas mãos do patrão, e o trabalhador em sua cegueira não consegue nem interpretar o real valor de sua mão de obra.

Nos casos mencionados, observa-se que muitas usinas abriram falência, e muitas vezes o pobre trabalhador acredita mesmo ter sido ele o principal colaborador para que isso ocorresse. Porém, mal sabem que a falência trata-se muitas vezes, apenas de uma forma de sonegar ainda mais impostos e como uma forma de negociação de direitos trabalhistas, na qual é permitido, não de forma clara ao trabalhador, mas de forma obscura na lei que se sofra redução nos direitos trabalhistas, geralmente ocasionado por um acordo judicial. Além dos direitos trabalhistas, a falência é um grande negócio para proteção do patrimônio e do principal motivo que é o acumulo de capital.

Acredito que a única forma de substituir essa forma de alienação que é imposta ao trabalhador seria através da educação, na qual se observa que muitos mestres e doutores repreendem e tomam posicionamentos claros na sociedade quanto aos assuntos mais relevantes como política, economia, entretenimento, etc. Porém, assim como na era feudal, a educação e o acesso à informação continuam restritos a poucos, por mais que possamos dizer viver na conhecida “Era da Informação”.

A informação na era atual é dada de forma mastigada ao povo que por preguiça de pensar, apenas a reproduz de forma desordeira. Tantos casos poderiam ser usados para afirmar isso, como o caso do professor neurocientista americano Carl Hart, na qual um boato falso de racismo dissimulado na internet sobre um fato ocorrido em um hotel fez diversos grupos protestarem e disseminarem a cultura do ódio na internet, sem avaliar se a fonte era verdadeira ou não.

Conclui-se esta breve análise com uma célebre frase de Malcolm X: “Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar seus opressores.

8 Comentários

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"Se o excesso de produção é o que vem fazendo as empresas demitirem, a crise não poderia ser evitada se os funcionários trabalhassem menos horas e recebessem o mesmo salário?"

Quem disse isso?
A crise atual não tem nada que ver com excedente de produção.

"Nos casos mencionados, observa-se que muitas usinas abriram falência, e muitas vezes o pobre trabalhador acredita mesmo ter sido ele o principal colaborador para que isso ocorresse. Porém, mal sabem que a falência trata-se muitas vezes, apenas de uma forma de sonegar ainda mais impostos e como uma forma de negociação de direitos trabalhistas, na qual é permitido, não de forma clara ao trabalhador, mas de forma obscura na lei que se sofra redução nos direitos trabalhistas, geralmente ocasionado por um acordo judicial. Além dos direitos trabalhistas, a falência é um grande negócio para proteção do patrimônio e do principal motivo que é o acumulo de capital."

Não é curioso que os países com legislação trabalhista mais protecionista, como o Brasil, sejam justamente os que têm, em média, piores condições de nível de emprego, já que uma imensa parte da economia funcione na clandestinidade? E enquanto isso países com legislação menos rígida remunerem mais e atraiam mais pessoas?

"Então diante da crise, medidas de austeridade são tomadas pelo governo, mas ocorre que a “grande massa”, ou seja, o povo, mal faz ideia do que seja a palavra austeridade, tampouco conseguem perceber a uma visão perspectiva os movimentos do mercado."

Não é curioso que os países que estão em melhores condições tenham sido justamente os austeros, os ortodoxos?

"Diante da libertação do trabalho e da crise, deveríamos ver um déficit nos preços de forma a disponibilizar a todos os bens de consumo. Mas o que ocorre é justamente o contrário, os preços sobem, pessoas são demitidas e as que permanecem no trabalho, começam a produzir ainda mais rápido de forma frenética, aumentando o nível de estresse e outros malefícios."

Como é que se pretende diminuição de preços se a crise não decorre de excesso de oferta, nem se admitem medidas tendentes a diminuição de preço, justamente como flexibilização de legislação trabalhista e incremento de produtividade?

"Contudo, não poderia ser diferente, tendo em vista que o ensino superior não estimula o debate e novos pensamentos, mas apenas a “reprodução engessada” dos currículos acadêmicos de modo ao suporte mínimo da educação."

Não nos ocorre que só temos apresentado novas versões de ideologias já vencidas, quando a experiência prática e a história têm demonstrado o que de fato funciona?

Esse capitalismo "malvado" é o que vem tirando milhões de pessoas da pobreza, a ponto de hoje, PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA, o número de miseráveis ter se reduzido a menos de 10% da população mundial.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/10/1690101-pela-primeira-vez-pobreza-extrema-deve-cair-para-10-da-populacao.shtml

Isso não foi obra do comunismo, não foi obra de redistribuição de renda, não foi obra de novas ideologias. Foi obra de crescimento econômico, e tão mais observado nos países que não contam com as maravilhas de uma legislação trabalhista engessada.

Aliás, quando vivermos a próxima década perdida, que pelo menos entendamos parte de sua motivação:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/10/1690597-parceria-transpacifico-pode-reduzir-exportacao-do-brasil-em-ate-27.shtml
(nossa política protecionista retrógrada e um regionalismo ideológico míope) continuar lendo

O livre mercado só serve para explicar o inexplicável para nós vassalos.

Quando os banqueiros brincaram de fazer dinheiro nos EUA, os impostos foram dados a eles sob a desculpa de sair da crise e manter os empregos. Essa corja deveria ser presa e perder o patrimônio pois foram eles que fizeram a crise.

A lei da oferta e da procura deveria ser a de abaixar os preços quando a demanda diminui, fazendo com que as pessoas continuassem comprando e mantendo a economia relativamente aquecida, só que com uma margem de lucro menor. É mais fácil prejudicar a população que pressiona o Estado, que, por sua vez, cede aos caprichos dos manipuladores pois depende dessa população para elegê-los novamente. Dessa sorte, mantém os lucros próximos aos que tinham devido a redução dos custos.

Mas, no final, somos nós que arcamos com esse aumento de impostos e de preços!

Muito bom esse texto.

Obrigado! continuar lendo

Caro Tales, com certeza estamos do mesmo lado. Ainda que tivéssemos ideologias complemente opostas estaríamos no mesmo barco.

Mas não apresentei nenhuma solução, meu amigo.

Só acrescentei algumas informações adicionais. Estou longe de ter a resposta para esta sociedade. Estou aprendendo ainda.

E, realmente, o que ocorre aqui possui o mesmo modus operandi de lá. Temos os mesmo senhores. Servimos a dívida. Mais de 40% dos gastos do governo são para pagamento de dívida. Quem recebe? Os bancos.

Veja como são distribuídos os gastos e o orçamento:

http://www.auditoriacidada.org.br/a-logica-perversa-da-dividaeo-orcamento-de-2015/

Tanto aqui como lá estamos nas mãos dos mesmos. O que acontece é que lá eles tem mais condições pois exploram todo o planeta e sobra mais pra sua população. E, se eu fosse o império vigente, eu daria uma qualidade de vida melhor pra população que está próxima, a população que luta na minhas guerras. Isso é bem sábio. O restante do mundo não importa. Pode ficar na miséria!

Com certeza existe corrupção no BNDES... Mas falando de financiar obras em outros países isso é uma ótima jogada. Foi assim que a nossa dívida cresceu. Digo na teoria, ok?! O Brasil empresta dinheiro a juros baixos, mais atrativo que um FMI por exemplo, pra que o país de destino retorne esse dinheiro para empresas brasileiras que receberão lucros, certo?! São duas fontes de rendimentos, o juros e o lucro. Isso seria ótimo. Como eles fazem na prática, eu já não sei. Esse negócio de financiar ideologia acho que é besteira.

São essas obras de infraestrutura que trazem muito dinheiro. Então, com quem teria que negociar? Com os EUA? Eles não precisam de estrangeiros para obras de infra estrutura. Então, o Brasil precisa de parceiros que não possuem infraestrutura para fazer para eles. continuar lendo

Rodrigo, veja que, apesar do que pode sugerir uma primeira análise, os agentes financeiros não são vilões que obrigaram o governo a se endividar.
Entre os juros pagos pelo governo sabe quem também recebe? Eu. Isso mesmo. Eu. Pessoa física de origem humilde bem longe hoje de ser considerado milionário. Acontece que reservei parte do meu salário e comprei títulos do tesouro. Então, portanto, assim como contratei com o governo, tenho direito ao recebimento dos juros correspondentes ao contrato. Por acaso eu obriguei o governo a se endividar? Não. Ele se endividou porque quis. Deveria ter pegado o dinheiro que pegou emprestado e investido de forma que recebesse com o investimento mais do que tomou emprestado mais juros - é o único empréstimo com justificativa lógica. Fez isso? Não. Gastou o dinheiro e praticamente não investiu. Faz algum sentido colocar a culpa em mim? Sinceramente eu acho que não. continuar lendo

Michel, entendo o que quer dizer. Mas o montante que fala é muito irrisório perto do trilhão anual. Digamos que você e alguns outros pegam algumas migalhas.

Bem, não teria como eu expor meu posicionamento por completo em um comentário desse tipo.

Mas eu o convido a assistir a palestra do professor Adriano Benayon, autor do livro Globalização x Desenvolvimento, que me fez enxergar essa questão com outros olhos.

https://www.youtube.com/watch?v=wmL_-N0_sbk continuar lendo

Rodrigo, na palestra muda-se a escala, mas a premissa é basicamente a mesma.
Condena-se quem empresta e coloca-se como vítima quem toma o empréstimo.
O Min. da Fazenda de grande parte dos governos militares e que promoveu grande endividamento foi o Delfim Neto. É keynesiano no pior sentido do termo. Gasta mais do que arrecada e acha que esta política é sustentável no longo prazo. Ao menos Keynes achava que no longo prazo estaríamos mortos, e não que a política de gastança se sustentasse. O mesmo Delfim que aplaudiu a "nova matriz econômica" do Mantega que produziu a crise atual.
O palestrante critica os dispositivos constitucionais que garantem um mínimo de credibilidade ao país (por volta dos 38 minutos) e defende que o Tesouro pudesse imprimir dinheiro como forma de resolver problemas!! (por volta dos 41 minutos)
Ora, o que ele está defendendo é que não se cumprisse o contratado, que se desse calote, o que nunca resolveu o problema de país nenhum. (ainda que chame de auditoria na dívida, ou o que for - eu quero receber o que contratei com o governo, e não o que ele depois quiser pagar)
Diferente do que ele sustenta, ninguém é "obrigado a emitir títulos" senão quando quer se endividar.
Vendo depois o currículo do palestrante, não é surpresa nenhuma que ele siga a mesmíssima linha desenvolvimentista de Delfim e Mantega...
No final das contas, portanto, a escolha que fica é: ou se acredita na política econômica de Delfim, que resultou na década perdida de 80, e de Mantega, que resultou na crise atual (as que defende o palestrante), ou acreditar nos que estão exatamente do lado oposto e criticam o desenvolvimentismo via endividamento - como os economistas que formularam o plano real - e são "acusados" de neoliberais.
A parte mais sem sentido para mim é a que sustenta que o "imperialismo" americano nos obriga a sermos dependentes de sua tecnologia. Ora, não quer a tecnologia americana? Não use HP, windows, facebook... esse ufanismo de defesa de conteúdo nacional (como levado a efeito no governo Dilma) para mim é uma das defesas mais sem sentido do mundo. (por volta de 1h 35 min)
E enquanto isso os países que têm mercado aberto crescem muito mais do que nós. Mas veja, ninguém precisa acreditar em mim. Vamos ver daqui a 10 anos o que o tratado do pacífico terá feito com Chile e Peru e como estará o Brasil ufanista e desenvolvimentista. Pode ser que o palestrante é que esteja certo, embora eu não acredite nisto. continuar lendo

Michel, de verdade, me parece que não tenho o mesmo nível de conhecimento que o senhor.

Todavia, pela forma das políticas externas nos EUA creio sim que haja uma total interferência daquele país em nossas contas.

Se considerarmos que a primeira dívida do país se deu no momento de nossa independência:

"O Grito de Ipiranga que nada. Essa de 07 de setembro de 1822 foi para inglés ver. O Brasil de fato conquistou a sua Independência pagando milhões de líbras esterlinas a Portugal numa negociação, não para inglés apreciar, mas para inglés participar, mediada pelo Excelentíssimo Cavalleiro de Sua Majestade Británica Sir Charles Stuard, Grão Cruz da Ordem da Torre e Espada, em 1825.

Trocando em miudos, o Brasil comprou a sua Independência. O tratado que oficializou o ato, chamado de reconhecimento, foi publicado em vários jornais brasileiros, inclusive em Salvador. O Correio da Bahia publicou a integra do documento, em setembro de 1825;não fala em valores e para isso usa do eufemismo “aceitando a mediação de sua majestade britânica para o ajuste de toda a questão incidente à separação dos dois estados”. A “questão incidente” era de 2 milhões de líbras esterlinas, valor pago a título de idenização, uma fortuna."

http://www.ibahia.com/a/blogs/memoriasdabahia/2012/10/11/o-dia-em-queobrasil-comprou-sua-independencia/

A questão dos poderosos bancos é meio obscura.

O presidente Kennedy, antes de morrer, havia editado a "Executive Order 11110" que voltaria o poder de emissão de moedas para o Governo americano. Mas, todos sabem o que aconteceu. Ou será que aquela história do lunático é verdade? São coisas que ficarão obscuras por um bom tempo. Mas creio que é mais aceitável que um poder maior do que o do presidente tenha articulado para isso.

Eu consigo ver um império que domina tudo. Principalmente as mentes com toda a produção "artística" totalmente ideológica.

Essa questão de dívidas não é como observamos no dia a dia, que vai ao banco pegar um empréstimo e vai quem quer.

Confesso que, os argumentos que utilizou me deixam um pouco atordoado, pois pouco conheço. Mas, não consigo deixar de ver uma economia amarrada.

É só ver que a JBS, uma das empresas que mais financiou campanhas, é vinculada a KRAFT foods, umas das maiores empresas do ramo alimentício.

"3G Capital, fundo de investimentos do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann, acaba de participar na fusão entre os gigantes Heinz e Kraft Foods, que se tornará a quinta empresa mundial do setor agroalimentar."

"http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/economia/noticia/2015/03/brasil-ganha-destaque-no-setor-de-alimentos-4728440.html

Então, caro amigo, me parece que, literalmente, comemos na mão do pessoal de lá!!

Se pegar a origem desse Jorge verá que ele tem ligação com o banco Suíço:

"Os pais de Jorge Paulo Lemann emigraram da região de Emmental, na Suíça. Seu pai fundou a fábrica de laticínios Leco, abreviatura de Lemann & Company.[4] Sua educação básica se deu na Escola Americana do Rio de Janeiro [4] e graduou-se em economia na Universidade Harvard.[5] Depois de se formar em 1961-1962, ele trabalhou para o banco Credit Suisse. Em 1971, ele adquiriu a Garantia, uma pequena corretora de valores que, em 1976, foi transformada em banco de investimentos, o Banco Garantia, vendido em 1998 ao Credit Suisse. (Veja: trabalhou para o Credit Suisse e depois foi crescendo. Sei lá... me parece bem suspeito)

É um dos controladores da AmBev, fabricante de bebidas resultante da fusão entre Brahma e Antarctica. Posteriormente, em 2004, o grupo fundiu-se com a belga Interbrew, formando a InBev, na ocasião a segunda maior cervejaria do mundo. Após a compra da Anheuser Busch, fabricante da Budweiser, em 2008, a empresa passa a se chamar AB InBev, tornando-se a maior cervejaria do mundo e tendo como maior concorrente a SABMiller. Lemann também é dono da rede de fast food Burger King,[6] [7] da B2W, grupo que reúne as empresas de varejo e comércio eletrônico Lojas Americanas, Americanas.com, Submarino e Shoptime, além de outros interesses. Faz negócios geralmente em parceria com Marcel Hermann Telles e Carlos Alberto Sicupira [8] , seus sócios há quase quatro décadas."

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Paulo_Lemann

Quando começa-se a puxar os fios, vamos chegando em lugares longes. continuar lendo

Amigo, quem é o Estado? Estado são esses homens que ficam com o rabo preso diante desses financiadores de campanha. Todos marionetes.

Como custeá-lo? 40% da arrecadação vai pra dívida a décadas. Todos os outros gastos do Estado vão ficar realmente apertados com um comprometimento desse tamanho.

Brizola e Éneas já cobravam essa auditoria. Éneas dizia que essa dívida já estava paga a muito tempo. Sai governo e entra governo e é impraticável. continuar lendo